Commodities agrícolas na RMC |
Commodities é o termo usado para definir produtos de base em estado natural ou com pequeno grau de industrialização, de qualidade quase uniforme, produzidos em grande quantidade e por diferentes produtores (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC). Existem vários tipos de Commodities: Agrícolas como o café e suco de laranja; Minerais como petróleo e minérios de ferro; Financeiras, moedas negociadas em vários mercados; e, por fim, Ambientais como os créditos de carbono.
A importância que tais produtos exercem no mercado internacional, bem como na balança comercial dos países produtores, está relacionada ao fato de possuírem cotações e negociabilidade global. Nesse sentido, o Brasil vem se consolidando cada vez mais internacionalmente como um dos maiores produtores mundiais de commodities, principalmente de café, açúcar, soja, minérios de ferro e petróleo. Em meio a um mapa econômico, no qual os países asiáticos e as economias produtoras de commodities encontram-se em consistente processo de desenvolvimento, deslumbra-se para o Brasil um contínuo crescimento para os próximos anos no setor.
Tais perspectivas positivas favorecem diretamente os municípios da RMC que possuem commodities agrícolas em sua pauta de exportação. É o caso de Artur Nogueira, Engenheiro Coelho e Santo Antônio de Posse, onde o Suco de Laranja ocupou posição de destaque entre os produtos exportados no acumulado para os meses de janeiro até novembro de 2011. Conforme tabela abaixo, percebe-se que a maior participação desse item ocorreu no município de Engenheiro Coelho (18,47%), equivalente a US$ 5.491.983,00.

Segundo dados das exportações brasileiras de commodities, fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a partir de janeiro de 2006 até novembro de 2011 os preços (US$) por tonelada do suco de laranja tiveram grandes variações ao longo dos seis anos analisados. Os valores extremos entre os meses abordados ocorreram em maio de 2007 (US$ 1.782,70/t) e em setembro de 2009 (US$ 637,40/t), menor valor desde 2006, reflexo da crise econômica enfrentada pelos países europeus – principais consumidores do suco brasileiro.








